Capim-amargoso: ameaça silenciosa à lavoura
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O capim-amargoso (Digitaria insularis) é umas das espécies daninhas mais problemáticas em sistemas agrícolas brasileiros. Trata-se de uma gramínea perene, com reprodução por sementes e rizomas, apresenta alta capacidade de dispersão e rápido estabelecimento, especialmente em sistemas com sucessão soja-milho.
Sua alta competitividade está associada ao crescimento vigoroso e à formação de touceiras, que dificultam o controle, principalmente em estádios mais avançados de desenvolvimento. Além disso, a presença de rizomas favorece a rebrota após aplicações de herbicidas, tornando o manejo ainda mais desafiador.
No Brasil, já há relatos de resistência múltipla aos seguintes mecanismos de ação:
• Inibidores da ACCase - Grupo a (A) - Cletodim, Haloxifope e Fenoxapropem
• Inibidores da EPSPs - Grupo 9 (G) - Glifosato
A ocorrência de biótipos resistentes reforça a importância do manejo integrado, com rotação de mecanismos de ação, uso de herbicidas pré-emergentes e adoção de práticas culturais que reduzam a infestação.




